Seja bem vindo! Momentos de reflexões compartilhados... Poemas...textos ... vivências... Não tenho a pretenção de agradar qualquer visitante,mas tenho certeza que qualquer que seja o AMIGO ,vai se emocionar e viajar comigo,nessas páginas que vc poderá chamar do que quiser!
01 junho 2013
silenciosamente
24 janeiro 2013
12 julho 2012
Aniversario da minha filha
Como largar a chupeta e parar de fazer xixi na cama?
E morar fora de casa... Da minha casa ? Da casa dela?
Marcia
11 julho 2012
prioridade
Estabelece-me como prioridade
Deixa-me em segundo plano mais uma vez??
Desprezo é sentimento ruim...
Faça-me ser a favorita.
Saroj*
Saroj*
03 julho 2012
De vez em quando
02 julho 2012
Depois
01 julho 2012
05 junho 2012
04 junho 2012
01 junho 2012
Inteira
25 maio 2012
Ensina-me
09 maio 2012
livre
13 fevereiro 2012
06 fevereiro 2012
O dia.
24 janeiro 2012
minha vida
11 outubro 2011
Sra. Augusta
Sra. Augusta
Como pouco pode parecer
Qualquer presente ou jóia
Que fossemos escolher
Diante de 90 anos de vida.
*
Vó Augusta tão querida
Imenso amor e bem querer
Oferecer-lhe amorosos versos
É o que conseguimos fazer.
*
Procuramos um presente bem bonito
Um vestido, uma viajem
Ou talvez uma mensagem
Que demonstrasse os sentimentos.
*
Mas o cheiro da tua casa
Não encontramos em frasco algum
O perfume da tua alma
Procuramos um por um...
*
Nas lojas não existe
Cheiro de vó tão querida
Que fica pro resto da vida
Impregnado na memória.
*
Crescemos em volta da Vó
Comendo seus doces
Levando suas broncas
Correndo no seu quintal.
*
Ouvindo seus passarinhos na varanda
E a gaita... Chiquinho tocando...
Teus netos e filhos dançando
Reunidos no Natal.
*
Como é bom ter Natal...
*
Que saudades da gaita... Chiquinho tocando...
Eu via teus olhos brilhando
Teus cuidados redobrando
Enquanto teus filhos cresciam.
*
E se fossem só os filhos...
Mas tua casa cada dia
Foi ficando mais barulhenta
E como era ciumenta, fez disso sua alegria.
*
Deu trabalho aos pretendentes
Que depois de aprovados, aconselhados...
Viravam filhos amados
E aí, os recebia contente.
*
Senhor Deus,
Cedinho, aqui nessa igreja
Venho junto com minha família
Pedir-te por essa vózinha
Que 90 anos festeja.
*
Pedir que embrulhasse para presente
O que quiseres para ela...
E em nosso nome encomendasse
Felicidade eterna!
Marcia Maria Crotti

25 agosto 2011
coelhos
Preciso de um rolo de papel higiênico bem fofinho, embora minha tristeza seja imensa eu vou procurar um no armário.
Preciso me deitar, faz frio, meu corpo esta mole, meus pés estão gelados, eu quero chorar, chorar até doer a garganta, o nariz entupir, desejo chorar ate molhar o lençol térmico que esta esquentando minha bunda, minhas pernas, minha dor de ombro, quem sabe eu seja eletrocutada. Quando eu era pequena eu ouvia minha mãe falar às vezes:_Essa aí só se levasse um choque muito grande pra acordar! Eu acho que isso devia acontecer comigo agora.
Bem vou chorar então, parar de pensar e chorar, quem sabe depois disso eu me sinta melhor. Sempre que eu choro, acabo dormindo, isso desde pequena, se eu dormir tomara que eu não tenha pesadelo, eu sempre ouvia minha mãe dizer:- chorou até cansar e dormiu! E eu sempre tinha sonho ruim depois disso.
Hoje é um dia propíco para chorar, choveu o dia todo, está muito frio.
Aqui é sempre frio, mesmo quando esta quente.
Eu me olhei no espelho do banheiro enquanto escolhia o papel e estou com os cabelos mal amarrados, vários fios se soltaram e minha cara esta estranha, não estou bonita.Bem, bonita!bonita! eu nunca fui.Tinha boa saúde e isso acho que era mais importante.
No começo eu era pequena, bem pequena, daquelas crianças que quando a gente vê no colo da mãe a gente acha que se fosse nossa ia ser mais gordinha. Eu nunca fui gordinha, só uma vez.
E depois menininha já, eu era magrelinha, perna fina, bem comprida, uma tabuinha, um toquinho, ganhava apelidinhos, e como eu era muito tímida até os apelidos eram pouquinhos devido ao reduzido numero de pessoas com quem eu me relacionava. Normalmente eu fugia logo que percebia a presença de um tio, tia, ou como dizia minha mãe: Ah! Essa ai é só chegar visita que ela some!Parece que em medo de gente!Acho que eu tenho mesmo, medo de gente.
Meu irmão mais velho era grande, disposto tinha muitas coisas legais,bicicleta Caloi azul,gravador de fitas cassete....inventadas pela empresa holandesa Philips em 1963....bilboque de madeira,carrinhos de plastico,um de metal com portas que abriam,trator e um caminhão que dava pra me carregar sentadinha na carroceria,gaiolas no quintal com muitos coelhos, grandes, médios, pequenos, e nenês. Ele era sábio!Era a pessoa mais inteligente que eu conhecia.Ele era o cuidador dos coelhos, deles ele sabia tudo, à hora de dormirem, quantos anos viviam,quem poderia casar com quem,combinava a cor deles,separava os irmãos, e de vez em quando dava cenouras inteiras e as vezes já cortadas pra facilitar,colhia erva doce do quintal para eles comerem,pendurava os ramalhetinhos perfumados nas grades e eles puxavam aos pouquinhos para dentro da gaiola, meu irmão ficava horas depois com as mão cheirando chá.Sabia o que eles comiam sem perguntaprar ninguém , providenciava o sustento de toda aquela tropa, e as vezes, só as vezes ele me dava um dos tipo neném pra eu segurar. Eu me sentia importante por isso ele confiava em mim ele sabia que eu ia ter cuidado, nunca derrubei nenhum deles.Eu me sentia meio dona deles tambem. Eram fofinhos, quentes, inquietos exigiam muita destreza, dava pra sentir as costelinhas deles nos dedos da mão. Dava pra sentir as minhas costelinhas tambem, eles eram magrinhos, era da natureza deles serem assim, e da minha também.E era da natureza eles serem comidos pelo meu irmão e seus amigos, pelo meu pai seus amigos.Eu acho que os coelhos também tinham medo de gente.
Eles se reuniam felizes,matavam,penduravam e eu ouvia minha mãe dizer- Deixa que limpo se não vcs vão acabar com a minha cozinha.Logo o cheiro das carninhas espalhava pela casa,era uma mistura pra comer com arroz como dizia minha mãe. Eu achava que era uma mistura de sofrimento e cheiro bom,era triste,mas era feliz ver toda aquela gente em volta da nossa mesa.
...Não sei porque me lembrei disso, dos coelhos...Talvez seja porque sempre que me sinto assim triste e perdida eu procuro uma referencia familiar, e obviamente o que vem na cabeça são as palavras da minha mãe e minha experiência com meu irmão mais velho.
O que eu aprendi e vivi com eles certamente me fez melhor.Sinto que lá nesse passado deixei-me.Tenho uma sensação de grandeza quando lá me encontro no meio deles.Bem então agora vou me cobrir e chorar.
saroj*














